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sábado, 17 de julho de 2010

O Som Nosso de cada Dia

A cidade de São paulo nos brinda com um show da banda O Som Nosso de Cada Dia hoje às 18h... banda dos anos 70, na minha opinião com um dos discos clássicos do rock nacional, o snegs lançado em 1974. O interessante é que o Guia Cultural do Estadão trazia a informação, mas completamente errada, dizendo que o show aconteceria, ontem (no sabado 17) às 20h, ou seja data e hora da programação erradas... bem não sei quantos foram parar lá por conta dessa informação errada, mas eu sei que eu fui um deles... de qualquer forma aqui vai a informação correta e eu novamente irei para o local do show... São paulo comemorando em alto estilo o Mês mundial do rock =)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Bento House, o melhor da Li-ber-da-de


O Bento House é um restaurante/ bar que encanta logo na primeira visita. Uma vez lá e se prepare para virar frequentador assíduo! Localizado na praça da Liberdade, em frente a estação do metro, o Bento é considerado parada obrigatória para uma cervejinha e um petisco ao sair do trabalho.

Aliás, a fama não é à toa. De segunda a domingo, você poderá encontrar o melhor yakissoba de São Paulo(por R$9,90), deliciosos combinados de sushis, porções orientais e as deliciosas mini porções de frutos do mar e raízes. É quase impossível decidir a melhor, mas entra no pálio a de mini polvo, lulas, mariscos e de pepino (apesar de fazer um tempo que não a como). Cada uma sai por R$ 7,90, o que para quesito Liberdade é um preço bem generoso!

Além da comida, os clientes são umas figuras à parte. Senhores já de idade japoneses e brasileiros que passam todas as noites para tomar as suas cervejinhas e petiscar por ali. Diga-se de passagem, frequento o Bento há quatro anos e me considero personalité.

Nos fins de semana é possível encontrar o delicioso buffet. O kilo gira em torno de R$ 30 e a satisfação é garantida. Só não se empolgue, pois os sushis, sashimis pesam demais (experiência própria). No nosso prato de almoço/petisco não pode faltar: camarões fritos, salada de Lula molusco e polvo, salmão grelhado, niguiri, salmão e atum cru, etc. Outros itens fantásticos, mas que até evito olhar, é a picanha e o frango assado, ai me dá até fome!

Apesar de não ter imagens do Bento, mesmo procurando "só" no Google, achei uma porção que ilustra muito bem o melhor petisco da Liberdade! Além do Bento, há também o restaurante "Kare Ya" (com o segundo "melhorrrrr ya-kis-so-baaaaaaaa!") e o botecasso "Amigos da Liberdade" são perfeitos para porções fartas, cervejas e outros posts.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Liberdade paulistana


A história de amor entre os japoneses e o bairro da Liberdade é antiga. Já a partir de 1912, até 1942, o bairro foi uma das principais portas de entrada dos imigrantes na capital de São Paulo. Imigrantes que saiam da lavoura, no interior do Estado, em busca de trabalho.
A rua que mais atraiu os imigrantes era a Conde de Sarzedas, que fica na divisa do centro com a Liberdade. Na região era possível alugar porões por preços baixos e conseguir empregos no comércio que ascendia. Na mesma época, iniciou o comércio de produtos nipônicos na região.

Na década de 30, o bairro começou a tomar forma e as diferenças com outras regiões da capital ficaram visíveis: as placas com letras orientais começavam a tomar o ambiente. Outra caracteristica era o esporte praticado, no pouco tempo livre, nas ruas:o beisebol.

O crescimento do bairro e do poder aquisitivo dos japoneses foi limitiado ainda na década de 30, quando o governo Getúlio Vargas adotou uma política de retaliação aos imigrantes dos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). Os japoneses foram impedidos de realizar suas atividades e muitos foram expulsos da região.

O conflito se estendeu mesmo após a saída de Vargas do poder. O final da Segunda Guerra Mundial deu inicio a um novo período à região, pois muitos japoneses fugiram do país natal e vieram procurar uma oportunidade de vida e emprego, se instalando na região.

Viver num país com a cultura totalmente diferente não é nada fácil, por isso, na época, os japoneses começaram a desenhar, num formato exclusivo, o bairro. Já a partir da década de 60 começaram a surgir organizações importantes onde os nikkeis se reuniam, como a Associação Cultural e Assistencial da Liberdade (ACAL).

Os anos 60 foram marcados também por obras que trouxeram modificações críticas à região, como a construção da Avenida 23 de Maio, abaixo do atual viaduto de Osaka, e o metrô da linha Azul.

Nos planos do metrô surgiu a ideia de transformar o bairro em um chamariz turístico e comercial. Era o nascimento do chamado Bairro Oriental que recebeu da prefeitura decoração especial, com a instalação das luminárias típicas, de letreiros em japonês na fachada das lojas, a construção de portais e a reformulação das calçadas.

Em novembro de 1974, 40 mil pessoas assistiram à inauguração da nova cara do bairro, que deixaria definitivamente o caráter residencial. Um ano depois, foi a vez da abertura da feirinha da Praça da Liberdade, que se tornou um dos marcos da cidade e se estende até os dias de hoje.

De lá para cá, a Liberdade ainda é uma das maiores referências da colônia japonesa em São Paulo. Definitivamente, há muitos japoneses na região que se enquadra da Vergueiro à praça da Liberdade, próximo à praça da Sé. No entanto, embora o bairro seja manchetado e aparência continue nipônica, ele é formado por uma grande concentração de coreanos, chineses e brasileiros. A diversidade cultural ganhou força ante a tradição.

Hoje, a tranquilidade e a beleza dos formatos orientais dão lugar à rotina comercial caótica, trânsito, universidades e escolas que chegam a ocupar quarteirões, empresas de diversos portes e tamanhos, bares e restaurantes abertos quase 24hs por dia. A revitalização do bairro era um projeto, que iniciado em 2001, está parado. Creio que entre as prioridades deveriam estar a infraestrutura necessária aos moradores, como calçadas, ruas devidamente asfaltadas e um dos problemas mais graves do bairro, que divide a ãtenção com diversos outros, a limpeza.

A limpeza e coleta de lixo é uma obrigação da Prefeitura, mesmo assim, a coleta diária não é suficiente ao número de pessoas, estabelecimentos comerciais e residenciais que o bairro possui. Ao invés de manter a higiene, muitos donos de restaurantes, bares e até lojas entulham, diariamente, lixos e restos de comida, o que já retrata o disperdício e mesquinharia dos mesmos, além de caixas de papelão pelas ruas e calçadas. Mesmo que retirados, os lixos com a ação da chuva, animais e até pessoas acabam entupindo boeiros e propiciando o aparecimento de infecções.

Bom, são inúmeras qualidades e problemas encontrados nesse bairro, de essência japonesa e alma brasileira. Porém, se listar não trabalho e muito menos escrevo algo a nada hoje..então vamos lá (zuera). Adoro a Liberdade e, há cinco anos, esse bairro ilustra histórias e mais histórias de minha vida.